Não é de hoje que a ciência procura respostas para o efeito da música em nosso cérebro. Assim, médicos no mundo todo têm se valido dos benefícios da musicoterapia para ajudar pacientes doentes. Porém, a ideia é não usar a música para cura de doenças apenas, mas sim para prevení-las, estreitar relações e aumentar a qualidade de vida.
A música, como linguagem, certamente, é um dos aspectos universais da existência humana. Independentemente da nacionalidade, idade ou etnia, todo mundo experimentou música de alguma forma, mesmo que apenas em um sentido primitivo. do mesmo modo, Evidências paleolíticas já apontavam desenhos em cavernas e restos de flautas rudimentares, que nos levam a crer que fazer música é uma capacidade humana fundamental. Dessa forma, não parece exagero considerar o potencial impacto que a música para cura de nossas mentes, indo muito além do que uma simples elevação de humor.
Enquanto cientistas seguem descobrindo efeitos positivos em nossa saúde, áreas como a musicoterapia vêm se expandindo em todo o mundo. Por outro lado, médicos estão usando a música para cura em ambientes terapêuticos para ajudar pessoas com danos cerebrais ou distúrbios do desenvolvimento, especialmente em crianças com Transtorno do Espectro do Autismo.Além disso, é fato que os sons possuem profundo efeitos na plasticidade cerebral, cognição, emoção e saúde física, reunindo evidências mais do que satisfatórias do poder que o som tem.
Entenda o Impacto da Música no Cérebro
Música vibrando cura
Mas e se ao invés de ser usada para reparar danos já estabelecidos a música pudesse servir como ferramenta de prevenção de doenças, não só do corpo mas também da alma?
Esse foi um insight que Lara Luzuah, cocriadora do Festival Ilumina, teve e que transformou sua vida. Após sair de uma depressão ouvindo continuamente a mesma música, ela começou a buscar conhecimentos sobre o assunto. Entre cursos de música e autoconhecimento ela, que já era DJ, passou a discotecar em eventos de terapias alternativas e conduzir meditações sonoras. Toda sua experiência resultou no que hoje chama de “Floral Dance”, uma vivência que une música, dança e escuta profunda, combinadas com as propriedades curativas dos florais. Em outras palavras, descobriu por si só o poder do uso da música para cura.

Lara Luzuah Entendeu em sua experiência o Poder da Música para Cura
Crédito: Thaís Mallon
Menos estresse, por favor
Pesquisadores da Universidade de Stanford descobriram que ouvir música parece alterar o funcionamento do cérebro na mesma medida que diversas medicações. Segundo a pesquisa, a música tem um link único para nossas emoções e pode ser uma ferramenta extremamente eficaz para relaxar a mente e gerenciar o estresse.
O Help Guide, uma organização sem fins lucrativos de saúde mental e bem-estar, incentiva os indivíduos a praticar uma “dieta sonora saudável” sugerindo cuidados diários: “Ao escolher locais para comer, realizar reuniões de negócios ou visitar amigos, esteja ciente do ambiente sonoro, incluindo o nível de ruído e o tipo de música tocada. Ambientes barulhentos podem contribuir para o estresse inconsciente e o acúmulo de tensão sem que nós sequer saibamos disso. ”

Produzir música, seja tocando um instrumento musical ou algum outro artefato sonoro de forma harmônica também pode, por exemplo, liberar tensão, relaxar a mente e aliviar o estresse impedindo que se torne crônico, levando a sentimentos de desgaste, raiva ou depressão, além de uma série de doenças físicas. Nesse sentido a música para cura pode ser encarada talvez como a mais econômica das terapias alternativas.
Sons que unem
Ouvir música é uma das maneiras mais fáceis e divertidas de fortalecer os laços entre as pessoas. As frases musicais são capazes de alterar o funcionamento do cérebro liberando dopamina e endorfina. Esses neurotransmissores melhoram nosso humor e nos permitem compartilhar esse estado positivo com as pessoas a nossa volta.
Da mesma forma, quando dançamos, tendemos a sincronizar nosso corpo com o ritmo musical e também, de quem está dançando ao nosso lado. Ou seja, um jeito fácil e divertido de entrar em sintonia com quem você gosta e até mesmo com quem não é muito chegado.

Alguns povos indígenas há muito tempo e usam música em suas reuniões comunitárias com a intenção de fortalecer os laços e o sentimento de pertencimento.
O melhor de tudo é que para começar a experimentar as “propriedades medicinais” da música basta escolher uma playlist bacanuda e soltar o som. Então aproveite e compartilhe esse post e a vivência sonora com os amigos e pessoas queridas. Promova essa forma tão fácil e gostosa de relaxar a mente e viver mais leve e feliz.
Com infos de: Science of People, Health.Harvard e Cerdaville University Articles.







