Silenciar a mente é caminhar rumo à qualidade de vida e à prevenção de doenças. É também ferramenta de autoconhecimento, permitindo se reconectar consigo mesmo. Portanto, entenda melhor o poder do silêncio.
A palavra é prata.
O silêncio é ouro
O célebre provérbio “A palavra é prata. O silêncio é ouro” nunca se fez tão necessário nas sociedades atuais, em que o barulho reina, impera, toma conta, invade e provoca inúmeros distúrbios de saúde física e mental.
Concluindo que: Sim, barulho e ruído excessivos fazem mal à saúde. Conforme um relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) revelou que, em 2011, 3000 mortes na Europa Ocidental aconteceram, em virtude de ,doenças cardíacas relacionadas ao barulho.

Doses diárias de silêncio para cuidar da saúde física e mental
Todavia, a relação entre ausência de silêncio e malefícios à saúde não se restringem aos problemas cardíacos. Por outro lado, o pesquisador da Sociedade Espanhola de Neurologia, Pablo Irimia afirma que “A poluição sonora está relacionada com a surdez, bem como, problemas de sono, doenças cardiovasculares e distúrbios digestivos. Sabe-se também que os jovens que vivem em um ambiente ruidoso, eventualmente, têm sua capacidade de memória e de aprendizagem alterada”.

O silêncio, em contrapartida, promove a neurogênese, isto é, o nascimento de novos neurônios. Assim sendo, A doença de Alzheimer está associada, para muitos especialistas, à produção de menos neurônios no hipocampo, o que pode levar a crer que a prática do silêncio contribuiria para diminuir suas chances de atuação. Pablo Irimia completa: “O pensamento profundo e meditado gera como resultado, novas conexões neuronais. Sabe-se que uma vida intelectual ativa, que exige concentração e, portanto, ele desempenha um papel protetor em relação ao Alzheimer”.

O poder do silêncio para se reconectar consigo
como então usar o poder do silêncio em nosso dia a dia e experimentar, efetivamente, seus benefícios? Não é necessário ir a espaços distantes e quietos para praticar o poder do silêncio nem se mudar para lugares isolados para aquietar a mente.
Portanto, O que se pode fazer é começar com períodos bem pequenos, de 1 a 5 minutos. Dessa maneira, Você apenas fecha os olhos onde estiver e se concentra na respiração. Com isso vai trazendo consciência para dentro e aumentando o nível de oxigênio no cérebro. Isso, por si só, trará um estado maior de relaxamento e também de atenção para o momento presente, permitindo se reconectar consigo mesmo e acalmar a mente.

Experimente ir além
Contudo, para alguns, até mesmo 1 minuto parece inalcançável. E por quê? Porque o ser humano, muitas vezes, não está preparado para a expansão da consciência trazida, também, pela prática do silêncio. O monge Roshi Gensho Hozumi, do templo Tekishinjuku (Japão) mostra que “Silêncio é ler, pensar com frequência, não se deixar levar, parar caso necessário. Mas o silêncio também é ouvir (quando se faz para aprender) e colocar na linha de fogo a reflexão silenciosa”.
Porta de entrada para quem somos emocionalmente
O iogue brasileiro Francisco Kaiut, escolhido pela revista americana Yoga Journal como um dos métodos de yoga mais revolucionários do planeta, é defensor do poder do silêncio e da sua prática.
“Se você não se permite olhar para si no silêncio da sua cabeça, você nunca vai saber quem é. A resistência nasce do medo. O medo do que tem dentro, do mapa emocional da história vivida por cada um. Mas o silêncio é uma fonte de liberdade.”
Francisco Kaiut
Há dúvidas de que o silêncio não seja ouro?
3 dicas para ver, ler e se inspirar
- Documentário In Persuit of Silence.
- Livro O poder do silêncio, de Eckart Tolle. São Paulo: Sextante.
- Palestra “The Power of Silence“, com o maestro Neal Gittleman.
Com infos de: El País Brasil, IG, Livro O poder do silêncio, de Eckart Tolle







